28 set

Em pronunciamento nesta quinta-feira, 28 de setembro, na Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Capitão Wagner (PR) falou sobre o caos na saúde pública do Ceará. O parlamentar repercutiu uma denúncia recebida através de uma rede social falando da falta de insumos básicos e medicamentos no Hospital Geral de Fortaleza (HGF). De acordo com a denúncia, os médicos estariam pedindo para que os acompanhantes dos pacientes trouxessem os medicamentos que estariam faltando no hospital, sem contar a superlotação nos corredores da unidade.

Capitão Wagner também relatou os problemas, que viu de perto, enfrentados por pacientes no Instituto Doutor José Frota (IJF), nessa quarta-feira, 27 de setembro, quando foi visitar o soldado Douglas que já espera há dez dias para fazer uma cirurgia para terminar de fechar a ferida de uma das pernas que foi amputada. “Além dos corredores superlotados algumas pessoas vieram me pedir ajuda, pois estavam fazendo jejum, esperando por uma cirurgia que não acontecia há 24h. Ouvi também relatos de alguns pais de crianças que estavam internadas chorando com medo de presos que estavam internados do lado delas, escoltados por agentes penitenciários e policiais militares. Um verdadeiro cenário de guerra. Isso tudo sem falar na falta de insumos básicos,” disse.

Para o deputado, as unidades de apoio, como os Frotinhas, não possuem mais estrutura para atender a população, isso gera a superlotação do HGF e IJF. “Outra cena que me chamou atenção na visita ao IJF foi a quantidade de policiais militares fazendo a escolta de presos. Mais de cem policiais escoltando presos no IJF. Esses policiais fazem falta nas ruas. Esse é um dos motivos pelos quais, muitas vezes, falta efetivo para o atendimento das ocorrências,” ressaltou.

Capitão Wagner acredita que é preciso fazer uma triagem para desafogar estes dois hospitais de maiores porte, para diminuir a superlotação e para que os profissionais da saúde possam atender melhor a população. “Temos que fazer funcionar os equipamentos de saúde que nós já temos para depois pensarmos em construir qualquer outro equipamento. Na contramão disso, o que estamos vendo é a construção do IJF2 que eu não acredito que venha sanar o problema, pois o prédio sozinho não vai curar as pessoas, mas sim o tratamento, o acompanhamento profissional e a medicação, que por sinal, também está faltando. Falta insumo básico, falta medicação, falta planejamento de como tratar as pessoas que estão nos hospitais,” finalizou.

 

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