06 jun

Em pronunciamento, nesta terça-feira, 6 de junho, o deputado estadual Capitão Wagner (PR) falou sobre os avanços da violência no Estado do Ceará e voltou a cobrar a instalação da CPI do narcotráfico. O deputado salientou a importância da discussão do tema, com responsabilidade, sem “jogar” a culpa do problema somente na polícia, ou somente no Governo do Estado. “Temos que cobrar de cada ente que tem responsabilidade”, destacou. Capitão Wagner apontou que, não só a capital cearense, mas as cidades do interior do Estado, como Maracanaú e Caucaia são citadas como as três cidades mais violentas do Ceará.

Capitão Wagner acredita que o investimento em educação, no sistema penitenciário, em estrutura para que a polícia possa atuar, dentre outros, deverá minimizar o problema da violência. Para o deputado é importante que se tenha efetividade na aplicação da sanção aos criminosos. Dados referentes ao ano passado apontam que 20 mil pessoas foram presas em 2016. “Quantos criminosos foram presos e na audiência de custódia foram liberados e saíram rindo dos policiais. Repito, temos que debater esse tema apontando a devida responsabilidade dos entes envolvidos”, disse.

O deputado disse ainda que não é transformando o Raio em Ronda do Quarteirão que o problema da violência no Ceará será resolvido. “Estão transformando o Raio em um programa político da mesma forma que foi feito com o Ronda do Quarteirão que hoje está praticamente extinto e descredibilizado. O Raio está chegando nas cidades, mas sozinho não vai resolver o problema. É preciso ter estrutura e fazer o trabalho de inteligência que é atribuição da Polícia Civil, dessa forma a Polícia Militar não precisará desviar sua função,” salientou.

De acordo com Capitão Wagner, duas leis foram criadas recentemente e o efeito foi contrário. Uma que endurece a pena de quem mata profissional de segurança. “Depois dessa lei, aumentaram os crimes contra profissionais de segurança”. Outra lei criada foi a do Feminicídio, “mas também não funcionou, não diminuiu a violência contra a mulher, tudo isso porque não adianta endurecer as leis se elas não forem aplicadas efetivamente”, destacou.

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