Em pronunciamento, nesta quinta-feira, 5 de outubro, na Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Capitão Wagner (PR) questionou e cobrou o cumprimento de algumas propostas de campanha do então candidato ao Governo do Estado, Camilo Santana (PT), relacionadas à segurança pública, em especial as propostas voltadas para os profissionais da Polícia Civil.

Capitão Wagner cobrou a nomeação dos 2.250 policiais civis que foram aprovados no último concurso da polícia civil, mas que, boa parte, não passou ainda nem pelo curso de formação. “O governo alega que os concursados não foram convocados por falta de condição para fazer o curso de formação. Pois vou fazer um contraponto: como falta recursos para fazer o curso de formação da Polícia Civil se logo após a realização desse concurso houve um outro certame para a Polícia Militar e o governo chamou as três turmas. Já está na segunda turma, ou seja, este argumento não é justificável, ” ressaltou.

Para o deputado, o governador está descumprindo uma promessa de campanha que era contratar 1.500 policiais civis e está desrespeitando uma lei que determina a contratação do triplo que é de 2.250. “Vou reafirmar, chamou 750 para o curso de formação, mas só nomeou 650, ou seja, quase 1/3 do que ele prometeu contratar, e só convocou apenas 650. É por isso que os delegados aprovados, os escrivães e os inspetores estão aqui cobrando,” finalizou.

Confira as propostas: instalar sistemas de alarmes para que comerciantes entrem em contato direto com a polícia; a implantação de 33 delegacias no Interior e na Capital; contratar 1500 policiais civis; requalificar o Ronda do Quarteirão; triplicar o número de equipes do Raio e expandi-lo para o interior; implantar sistema de promoções de praças e oficiais e implantação de câmeras para cobrir 100% das áreas com maiores indicadores de violência.

Destas, de acordo com Capitão Wagner, apenas a promoção dos policiais e a expansão do Raio foram garantidas pelo governador. “A falta de planejamento permanece com o governador apostando suas fichas no Raio. O Raio sozinho não irá resolver o problema da violência”, afirmou. Para ele, é preciso “organizar todas as ações em segurança pública, senão continuaremos enxugando gelo”.

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