11 mai

Em pronunciamento, nesta quinta-feira, 11 de maio, o deputado estadual Capitão Wagner (PR) falou sobre saúde pública e mobilidade urbana na cidade de Fortaleza. O parlamentar lembrou sua participação na disputa eleitoral do ano passado, onde concorreu à prefeitura de Fortaleza e afirmou que esperou para ver, durante estes sete meses após a campanha, de que forma o prefeito Roberto Cláudio (PDT) se posicionaria em seu segundo mandato a frente da Capital.

De acordo com o deputado, a prefeitura afirmou recentemente que tinha feito uma pesquisa e identificou que 81% dos casos de chikungunya ocorreram por infestação dentro da residência do cidadão que contraiu a doença. “O prefeito é médico sanitarista, e eu queria saber como essa pesquisa foi feita, com que ferramentas? Falo com propriedade, pois, através de exames realizados recentemente, descobri que minha filha está com chikungunya. A médica especialista e coordenadora técnica de infectologia do Conselho Regional de Medicina, Roberta dos Santos, afirmou que a relação do lixo nas ruas com os casos de chikungunya é certa”, explicou.

De acordo com Capitão Wagner, a médica questionou os dados da prefeitura de Fortaleza, se desde o ano passado a Funceme afirmou que teríamos um período chuvoso maior este ano, e a própria secretária de Saúde do município disse que a maior incidência de casos da doença é justamente nesse período, após a estação chuvosa. “Mesmo detendo essa informação, não vimos, por parte da prefeitura, nenhuma ação epidemiológica realizada pela gestão. O que me assusta é justamente as manifestações dos agentes de endemias de Fortaleza dizendo que não estão tendo nenhuma condição mínima para realizar as visitas domiciliares por falta de equipamentos e acessórios básicos, para que esses agentes possam realizar o seu trabalho”, denunciou.

De acordo com dados do vereador Guilherme Sampaio (PT), apresentados na Câmara Municipal, Fortaleza é a primeira colocada com o maior número de casos de chikungunya. “Tendo como gestor um médico sanitarista é considerado absurdo que a cidade de Fortaleza esteja passando por essa situação”, disse Capitão Wagner.

Para o deputado, o caos na saúde pública se instalou desde a primeira gestão, quando o prefeito de Fortaleza apresentou um depósito de medicamentos que não possui medicamentos. “Não existia nem na época da campanha. Agora está pior”. Segundo ele, inventaram nesse depósito que pertencia à prefeitura, mas que na verdade pertencia a ISGH, e posteriormente foi mostrado que só existia o prédio com as caixas vazias.

Solução

“Sete meses após o período eleitoral, a única medida que eu vi o prefeito adotar para minimizar os problemas na área da saúde é dizer que construirá o IJF2, que não vai sanar esses problemas. Esse caos que se instalou na área da saúde carece de campanhas educativas, pois o prefeito tem mania de colocar a culpa dos problemas na população. O lixo que toma conta das ruas da cidade são atribuídos ao povo. Falta um trabalho de base nas escolas, campanhas educativas para conscientizar as crianças e os pais,” disse Capitão Wagner.

Desafio

O deputado afirmou que próximo a sua residência é preciso dirigir na contramão para desviar das rampas de lixo. “O prefeito afirmou que as rampas de lixo na capital são limpas a cada três dias pelo caminhão de coleta. Pois eu desafio o prefeito a provar que isso é verdade, pois próximo a minha residência, no bairro Parquelândia, existem diversas rampas de lixo e não são retiradas”, salientou.

Mobilidade urbana

“O prefeito só se preocupa em filmar infrações de trânsito para multar as pessoas. Vejam só, o prefeito resolveu adotar a medida que mais repercutiu esse ano, que é reduzir a velocidade de trânsito para 30 km/h. A cidade mais violenta do Estado do Ceará e do país, o prefeito resolveu simplesmente, ajudar a bandidagem, pois com essa velocidade a ação do criminoso será facilitada. Quem não sabe que dirigir com baixíssima velocidade facilita a ação dos bandidos?” lamentou.

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