30 mai

Em pronunciamento nesta terça-feira, 30 de maio, na tribuna da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Capitão Wagner (PR) falou sobre prioridades na gestão do Estado e dos municípios.

Capitão Wagner recordou uma fala do atual prefeito de Sobral, Ivo Gomes (PDT), na época em que era deputado estadual, que surpreendeu a todos quando disse que existia dinheiro para fazer a saúde funcionar, que existia dinheiro pra fazer o Hospital Regional de Quixeramobim para funcionar, e o governador é que não tinha a saúde como prioridade. “Sou obrigado a concordar com o irmão do ex-governador Cid Gomes (PDT), pois ficou comprovado através da delação do grupo JBS que a inversão de prioridade é a bandeira de ordem na gestão do governo do Estado”, disse o deputado.

“Na semana passada, o ex-governador Cid Gomes convocou uma coletiva de imprensa aqui na Casa pra justificar o pagamento dos R$ 110 milhões. Ele alegou que a Lei de Responsabilidade Fiscal foi a lei que o obrigou a efetuar os pagamentos. E o PCF, que também é um decreto do próprio ex-governador? Foi ele quem criou o PCF que também obriga o repasse dos recursos destinados aqui pelos parlamentares, esse decreto não é um regulamento que o obriga a efetuar esses pagamentos?” questionou.

De acordo com Capitão Wagner, dados apontados pelo deputado Roberto Mesquita mostram que já foi calculado o recurso necessário para acabar com as filas de cirurgia em todo o Estado do Ceará. O cálculo, segundo o parlamentar, é de R$ 80 milhões para acabar com a fila de cirurgias no Estado.

O deputado falou ainda de um vídeo, que circula nas redes sociais, onde Cid Gomes afirma que se candidatará ao Senado Federal, porque quer nomes honestos no Congresso Nacional. Vale ressaltar, segundo Capitão Wagner, que nunca antes, o grupo Ferreira Gomes anunciou uma candidatura política faltando mais de um ano e meio para eleição. “Resolveram inovar, no momento em que ele (Cid Gomes) é investigado em uma operação da Polícia Federal, quando é apontado como achacador, como alguém que foi extorquir uma empresa que tinha direito a receber recurso e foi lá na tal empresa e cobrou R$ 20 milhões para repassar um dinheiro legal. Ele dizer que a candidatura tem como finalidade apresentar ao povo cearense um homem honesto, há uma contradição muito grande, uma vez que, esse mesmo cidadão, enquanto governador do Estado, nos assustou com atos que a população tenta, até hoje, entender, como a compra de uma usina falida, a construção de um acquário, que até hoje não saiu das bases de fundações, gasto de dinheiro com tuneladoras, conhecido como tatuzões e por aí vai”, criticou.

Capitão Wagner lembrou que Cid Gomes e Camilo Santana (PT) já foram à Assembleia Legislativa dar explicações, porém o secretário de Turismo, Arialdo Pinho, “citado como o verdadeiro achacador, o homem da extorsão, de acordo com a delação, nunca se colocou a disposição desta Casa”. Segundo o deputado, há relatos nos bastidores da Fiec, de diversos empresários que apontam que passaram pela mesma situação, quando tinham R$ 54 milhões para receber e tiveram que repassar R$ 14 milhões na campanha, os 20% do acordo. Ainda de acordo com Capitão Wagner, muitos falavam em 30%, mas o grupo JBS conseguiu diminuir esse valor para os 20%.

 

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