09 mai

Em pronunciamento, nesta terça-feira, 9 de maio, na tribuna da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Capitão Wagner (PR), lembrou de alguns compromissos assumidos pelo Governo do Estado com o povo cearense, como saúde, seca e segurança. “Ontem, 8 de maio, a saúde do Ceará, mais uma vez, foi destaque nacional, de forma negativa, quando um telejornal de grande audiência noticiou a falta de insumos básicos nos principais hospitais do Estado”, disse o parlamentar.

Em relação à segurança pública, Capitão Wagner citou a fala do Procurador Geral de Justiça. “O chefe do Ministério Público do Ceará declarou que: ‘quando achávamos que estávamos prendendo o criminoso, estávamos criando mais um membro de uma facção criminosa’. Isso porque, para ele o criminoso de médio porte, se torna facilmente, bandido de uma facção criminosa dentro do presídio. Só faltou o procurador dizer que não ia mais prender bandidos. O que me chama atenção é que quando um profissional de segurança é acusado de algum ato, o MP monta uma força-tarefa para punir o policial da forma mais severa possível. Isso se chama de inversão de valores,” salientou.

O deputado voltou a questionar a não instalação da CPI do Narcotráfico, quando o presidente da Casa, o deputado Zezinho Albuquerque (PDT), o deputado líder do governo, Evandro Leitão (PDT), e ampla maioria de deputados da Casa se posicionaram a favor da CPI. “Será que o governo teme que a CPI descubra o envolvimento de políticos com o tráfico de drogas? Não estou dizendo que existe, mas essa pode ser uma explicação para que essa CPI, tão necessitada, não seja instalada”, disse.

Capitão Wagner questionou a substituição dos três delegados que estavam à frente da delegacia de repressão ao crime organizado. “Depois que o Presidente do Conselho Penitenciário falou para a imprensa que o Governo do Estado, com o auxilio do MP, fez um acordo com as facções criminosas para cessar os ataques aos transportes coletivos, a delegacia de repressão ao crime organizado, que foi criada recentemente, e já tinha apreendido armamento de grosso calibre e alguns bandidos, de repente, teve todos os membros substituídos, por um delegado que tem, apenas, dois meses de Polícia Civil. Nada tenho contra o delegado, mas será que a intenção é realmente melhorar a Draco? Hoje, existe um clamor muito grande na Polícia Civil, por conta da substituição. Por que os delegados foram substituídos por um jovem delegado com apenas dois meses de polícia civil?”

O deputado registrou um dado do Jornal O Povo de hoje, que mostra que aumentou para 25% o número de profissionais de segurança mortos no Estado do Ceará, que tem características semelhantes de execução, para subir na hierarquia do crime organizado. “Quem aqui não sabe que para ganhar status no crime organizado o criminoso deve matar um policial”, salientou.

Para finalizar, o deputado republicano falou da formação e qualificação dos profissionais de segurança do Ceará, quando o governo diz que os policiais recebem treinamento, que só é dado ao ingressar na corporação. “Depois disso, o profissional passa 30 anos sem treinamento, sem acompanhamento psicológico. Logo, temos na rua profissionais incapazes de lidar com as situações adversas, não por culpa dele, mas por culpa do Estado, que não estrutura os profissionais adequadamente”, salientou.

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