13 set

Em pronunciamento, nesta quarta-feira, 13 de setembro, o deputado estadual Capitão Wagner (PR) voltou a falar sobre o caos na segurança pública do Estado do Ceará citando alguns casos que chamaram atenção por causa da crueldade. Capitão Wagner lembrou o caso de um senhor de 83 anos de idade, que participava do chá de panela da filha, no bairro Itaoca, em Fortaleza, com familiares e amigos, e foi assassinado no local por ter se assustado com o assalto.

O parlamentar criticou o “discurso fácil” que diz que segurança pública é dever e responsabilidade do município ou do Estado.  “Assim como a saúde e educação a segurança é dever do Governo Estadual, Federal, das prefeituras, das Assembleias legislativas, das Câmaras Municipais. Ou seja, segurança pública é dever de todos, falo isso para que nós possamos parar de ficar jogando a responsabilidade para os outros.” ressaltou.

Ainda em pronunciamento, Capitão Wagner trouxe à tribuna uma matéria jornalística que mostra a mobilização de alguns deputados, liderados pelo presidente da Casa, Zezinho Albuquerque, para cobrar do ministro da Justiça, Torquato Jardim, mais recursos para o Ceará, no âmbito da segurança, já que segundo o deputado Zezinho Albuquerque, há dois anos o Governo Federal não vem repassando os recursos da segurança pública para o Ceará.

“O que a Assembleia tem feito para ter propriedade para cobrar do ministro da Justiça recursos para a segurança? Com que cara? A Casa não tem feito sua parte. Cadê a CPI do Narcotráfico? Agora o presidente da Casa vem dizer que vai esperar a vinda do secretário de segurança para dizer se deve ou não instalar a CPI.” Questionou o deputado, criticando o posicionamento da Casa Legislativa dizendo que isso é brincar de fazer segurança.

Capitão Wagner convocou os deputados para cobrar da mesa diretora o que foi acordado antes do recesso parlamentar, de indicar os membros que vão compor a CPI do Narcotráfico e apresentar para a população. “Não temos que esperar o secretário de segurança vim aqui dizer o que temos que fazer. O secretário tem que fazer o papel dele. Nós, deputados, é que temos que decidir o que a Assembleia deve fazer para dar a sua parcela de contribuição”, salientou.

Para finalizar, o deputado disse que o que falta ao Estado do Ceará é um Plano de Segurança capaz de unir todos os setores. “Mais uma vez eu digo, a Assembleia é aquela que tem dado o pior exemplo possível”, finalizou.

 

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