16 nov

Em pronunciamento nesta quinta-feira, 16 de novembro, na tribuna da Assembleia Legislativa do Ceará, o deputado estadual Capitão Wagner falou sobre o caos na saúde pública do Estado do Ceará e sobre as péssimas condições de atendimento no hospital da Messejana, em Fortaleza, que tem hoje vários pacientes sendo internados em cadeiras.

De acordo com denúncias dos próprios funcionários e pacientes do Hospital da Messejana, faltam medicamentos, aço cirúrgico, insumo básico para a realização de cirurgia. Capitão Wagner falou também sobre a grave crise de chikungunya, que já matou mais de 136 cearenses. “A chikungunya tem como principal causador a falta de saneamento básico, que há muito tempo deixou-se de investir nesta área e por conta disso o Ceará enfrenta essa crise,” ressaltou.

Na semana passada Capitão Wagner esteve em São Paulo e conheceu algumas medidas que foram adotadas na capital paulista e que acabaram com a fila de exames no município. “Podemos adaptar algumas ações tomadas não só no município de São Paulo, mas em outros municípios que minimizaram os problemas da saúde pública, e trazer para a nossa realidade, o que não dá é para deixar a situação como está”, disse.

ISGH

Capitão Wagner relatou que de todo o recurso do Sistema Único de Saúde (SUS) que vem para o Estado do Ceará, 1/3 vai para o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), Organização Social (OS) que já foi denunciada diversas vezes, mas que até agora não foi aberta nenhuma investigação contra essa OS.

O parlamentar lembrou que a partir de 2013, a gestão da secretaria de Saúde deixou de passar informações em relação às notificações de doenças que têm obrigação de serem notificadas ao Ministério da Saúde. “Eu não tenho dúvidas de que se um dia a caixa preta do ISGH for aberta será revelado um grande escândalo em relação aos recursos que são repassados a essa instituição que a prefeitura de Fortaleza passa que o governo do Estado passa e que ninguém, infelizmente, nenhum deputado tem acesso a essas informações,” criticou.

Para finalizar o deputado criticou a postura do Ministério Público (MP) em relação a uma denúncia feita por ele que foi devolvida por falta de provas, para que ele mesmo encaminhasse a denúncia para outro setor do MP. “Acho que isso ocorreu porque o denunciado era o prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio. Creio que ficaram com receio. Será que o MP cearense está se acovardando de investigar? O próprio MP deveria ter encaminhado para o setor competente que é o que acontece em qualquer órgão, por tanto vou dar prosseguimento ao processo e vou cobrar do MP uma resposta,” finalizou.

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